Reformas de fundo ou o fundo das reformas
A necessidade de “reformas de fundo” (e até de “ruptura”), trazidas a debate público por Passos Coelho, caem como sopa no mel na consciência de quem (embora já não vote, ou nunca tenha votado, por desinteresse), vê objectivamente transferidos para si às carradas, provenientes de direcções várias, os encargos de uma política à qual cada vez é mais alheio e sobre a qual raramente é chamado a pronunciar-se, mas que, atendendo à profundidade e dimensão daqueles, pressente ser profundamente injusta.
Acabou, sábado passado, o programa da RDP/Açores, “Manhãs de Sábado”, do qual era primeiro responsável Mário Jorge Pacheco. Acabou no dia que completava 15 anos. Tanto quanto percebi por várias declarações que ouvi, os realizadores e colaboradores do programa mantinham a disponibilidade para o fazer, mas os responsáveis da rádio pública quiseram que ele terminasse. Na minha opinião essa decisão é condenável, roça a estupidez e empobrece muito seriamente a programação da rádio pública regional. Os responsáveis por esta decisão e todos os que a ela se poderiam opor e não o fizeram merecem a mais viva condenação!
Tal como vimos anteriormente, os Açores, fruto da situação geográfica, gozam de privilégio relativamente a outras paragens. Por um lado encontramo-nos na rota dos tunídeos migradores e por outro as águas límpidas que nos banham, bem como as correntes marítimas, fizeram com que estas Ilhas (mesmo sem plataforma) e alguns montes submarinos adjacentes, naturalmente fossem ricas em algumas espécies de peixes de otima qualidade (Cherne, Goraz, Pargo, Imperador, Abrotéa, Boca Negra, etc).
Aníbal Pires, Deputado do PCP Açores entregou hoje no Parlamento Regional um Requerimento solicitando ao Governo informação sobre a continuação do negócio com a empresa que geria os campos de golfe da Batalha e das Furnas, a Verdegolf.