A organização do PCP de São Miguel lançou a edição de outubro do seu boletim, "PCP a Informar".
Em destaque, está o combate à crise e à política de austeridade, a intenção da EDA de construir uma barragem nas Furnas, a necessidade de defender a RTP/Açores, as alterações do Governo à legislação laboral e os cortes do Governo Regional no investimento na educação.
No desenvolvimento de uma actuação política estreitamente ligada às populações e aos seus anseios, o Deputado do PCP na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Aníbal Pires, deslocar-se-á à ilha do Faial nos dias 10 a 12 de Outubro.
Com este conjunto de contactos e reuniões, o PCP Açores pretende conhecer directamente e dar visibilidade a alguns dos principais problemas sentidos pelos faialenses e pelas suas instituições locais e contribuir para a sua solução.
Do programa constará o seguinte:
João Ferreira, Deputado do PCP no Parlamento Europeu, apresentou um requerimento à Comissão contestando as dificuldades de aplicação do Regulamento de Controlo de Pescas, que obriga as embracações de pesca de boca aberta e manterem um diário de pesca electrónico.
O PCP defende que a Comissão oiça os agentes do sector para alterar o Regulamento, de forma a evitar mais este ataque à frota de pesca tradicional.
A cerca de um ano das eleições regionais, ainda com o eco nos ouvidos de
uma homenagem à República feita oficialmente por aqueles que a estão
vendendo a retalho e ao desbarato, e excluindo o que de saudável
representa o consenso alcançado para o próximo confronto em Lisboa duma
Comissão Parlamentar, em defesa da RTP-Açores, lá retomámos o estafado
bipolar ciclo vicioso-eleitoral, que a comunicação social, maugrado pôr
com isso em causa a inteligência das pessoas, não deixará em 12 meses de
ampliar até à exaustão:
César “envergonha os açorianos”, afirma Berta, o PSD “envergonha os
Açores”, afirma Berto. O PSD desconfia das contas regionais, Sérgio
Ávila desconfia das contas do PSD. O PS diz que as passagens aéreas
desceram, Jorge Macedo diz que Vasco Cordeiro as subiu. O PS proclama
restrições orçamentais…para salvar postos de trabalho, o PSD corta nas
contribuições à segurança social e no fisco… para salvar o emprego. E
por aí adiante…
Estamos a viver uma época muito complicada, sendo cada vez mais evidente
que a intenção dos poderes estabelecidos é impor uma organização
económica, social e política muito mais retrógrada, que proteja ainda
mais os poucos que muito têm e que controle ferreamente as aspirações de
progresso, liberdade e justiça que animam os povos.
Olhamos à volta e só vemos ofensivas violentas contra tudo o que é
progresso ao serviço da generalidade dos cidadãos: cortes na saúde,
cortes na educação, cortes na protecção ao emprego, cortes nos
benefícios fiscais dos cidadãos comuns, aumento generalizado de
impostos, criação de novas taxas, tentativa de eliminação massiva de
postos de trabalho, diminuição violenta de direitos para quem trabalha e
de garantias e protecção para quem é reformado, diminuição drástica de
todos os mecanismos de participação política dos cidadãos,
desarticulação do poder local democrático, enfraquecimento das
autonomias regionais, etc.