Discernir no meio da violentação organizada
A semana que passou foi “rica” em declarações sobre a muito difícil situação em que o País foi colocado.
Ouvimos o 1ºMinistro dizer, com veemência, que o acordo com a “troika” “é para cumprir custe o que custar”; ouvimos o antigo Presidente Soares dizer que o “custe o que custar” era uma expressão excessiva e inaceitável; ouvimos uma conhecida personalidade da direita nacional, o Prof. Adriano Moreira, vir dizer, de entre outras coisas, que o nosso País está hoje sujeito “a um regime de protectorado”, que “temos um ministro do orçamento, mas não temos ministro das finanças” e que ”não é aceitável suprimir o Estado Social”; ouvimos o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, denunciar com muita firmeza, os objectivos de reforço da exploração e de liquidação de direitos e garantias indissociáveis da política de destruição em curso.
Hoje em Vila do Porto, o Deputado do PCP, Aníbal Pires, fez o balanço da sua visita à ilha de Santa Maria e apresentou a proposta do PCP para que a Região adquira um navio misto para estabelecer uma ligação regular com a ilha de São Miguel, usando as verbas antes destinadas à construção de um campo de golfe nesta ilha.
Começarei por dizer que me “soa” muito mal constatar que o actual Inspector Regional para as Actividades Económicas (a AZAE cá do burgo) foi nomeado para o cargo sem o consenso da Associação de Consumidores dos Açores (ACRA).
Reforçando a profunda ligação do PCP às populações e aos seus problemas, Aníbal Pires, Deputado do PCP na Assembleia Legislativa Regional, deslocar-se-á à ilha de Santa Maria, entre os dias 1 e 3 de Fevereiro.