Práticas políticas menores e perversas
O acontecimento político mais comentado, analisado, referido, avaliado e difundido da passada semana foi o facto do Presidente da República ter, no prefácio de um livro de discursos, desancado o anterior 1º Ministro, acusando-o, de entre outras coisas, de “falta de lealdade institucional”.Apareceram logo, às dezenas, os “ofendidos” e os “defensores”, uns acusando o Presidente de praticar um ajuste de contas, outros achando muito bem que o Presidente “diga a verdade”. Entretanto, todos eles omitiram o essencial, que é saber qual era na altura a posição do Presidente sobre o que constava no malfadado PEC IV, aparente pomo da discórdia, mas cujas medidas foram sendo todas sancionadas e assinadas pelo Presidente.
Na versão idiossincrática e impositiva dum ministro executor da troika, denominado Marquês de Relvas, à martelada ou à marretada, como quiserem (isto é sem ligar patavina ao que pensam os interessados), foi aprovada na generalidade pelo PSD e pelo CDS na A. da República, contra a opinião de todos os outros, a lei da extinção de freguesias a que o governo de Passos Coelho decidiu sem vergonha chamar de “reforma da administração local”.
Razões de ordem puramente economicista estão na origem de um anunciado encerramento do Posto dos CTT no Aeroporto no final do corrente mês de Março.
A CDU São Jorge editou mais um boletim, onde se denuncia a degradação dos serviços de saúde na ilha e se levantam graves interrogações sobre a situação da fábrica de conservas Santa Catarina e se exigem resposta dos Governo Regional.